13 de dezembro de 2013

Um Amor Pra Recordar - Parte III

Agora começara as perguntas que toda mulher faz, “com que roupa eu vou?”, “qual o perfume devo usar?”, “será que ele vai gostar de mim?” etc etc etc
Uma mensagem, era meu namorado, onde estava escrita “eu te amo muito, mas estamos muito longe e é ruim namorar desse jeito”
Resolvemos terminar de uma vez por todas, para que no futuro não nos arrependêssemos.
1° de dezembro, era uma tortura sem fim, passei a tarde com meu pai e minha madrasta, no centro da cidade, um barzinho bem próximo ao nosso ponto de encontro, antes mesmo de conhece-lo, meu pai já o adorava e já apoiava algo no futuro, me dando assim mais expectativas ainda.
18:30h hora do nosso encontro, subi correndo a rua, não queria que meu pai me vesse com ele, apesar de já ter gostado do Lucas.
Ele estava lindo, calça jeans, tênis, uma camisa polo branca e o seu perfume, aquele perfume.
Ele ainda não tinha me visto, fiquei o admirando até ele me notar e atravessar a rua me cumprimentando  com um beijo no rosto e indo ao nosso destino conversando sobre vários assuntos.
Tomamos sorvete, falamos sobre as nossas respectivas famílias e ele me levou para conhecer o lago da cidade, já estava escuro, os enfeites de natal nos mostrava o caminho certo, era tudo magico, ele me mostrou alguns animais, o restaurante, a ilha iluminada com pisca-pisca, e me mostrando essa ilha, pegou na minha mão pela primeira vez. Sua pele era delicada e macia, como a de um bebê, sua mão estava quente e um pouco suada mas eu não me importei.
Continuamos andando pelo lago, e me mostrando mais enfeites, passou o braço por cima do meu ombro. Retribui abraçando-o na cintura. O passeio continuava e cada vez mais fomos nos aproximando, descemos um pequeno morro e ficamos na margem, ele encostado na grade de frente pra mim, segurando minhas mãos e olhando fixamente nos olhos. Trocamos mais duas ou três palavras, mas não era pra isso que ele me levou alí, eu sabia, então me calei e também olhei em seus olhos.
Ele passou a mão delicadamente no meu cabelo, deslizando até minha nuca, se aproximou e me beijou. Sua boca era tão macia quanto suas mãos, a delicadeza com que ele conduzia o beijo me fascinava e me ganhava ainda mais.
Conversamos e nos beijamos por horas, perdemos até o horário do ônibus. Ele me levou até em casa, me deu um beijo no roto e foi embora.

Alguns minutos depois recebi uma mensagem dele me dizendo que tinha adorado a noite e me agradecendo. Retribui a mensagem e fui dormir nas nuvens, muito mais feliz do que nos últimos dias.

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