Poucas semanas para o fim do ano
Meu namorado já não se lembrava das nossas datas especiais,
já não falava eu te amo com sinceridade, era uma frase forçada, como se ele
tivesse obrigação falar um simples “eu te amo”.
Lucas, o menino tímido, me adicionou nas redes sociais e
começamos conversar. Ele não era só um rapaz lindo por fora, e sim por dentro
também. Inteligente, educado, honesto, compreensivo, atencioso, entre outras
qualidades.
Estamos em crise
Meados de novembro, uma frase que quase acabou comigo, “não
sei mais se o que eu sinto é amor”, era uma mensagem do meu namorado as 2:30h
da manhã, perdi o sono, a vontade de comer, de viver, de ir pra escola.
Não desmoronei, fui pra escola, recebi um bom dia com um
beijo no rosto, e um perfume logo invadiu o meu pensamento, era dele, onde quer
que eu fosse o perfume do Lucas estava, como se tivesse ficado na minha roupa,
a tal roupa que eu não queria lavar por nada no mundo.
É errado estar namorando e pensar no cheiro de outra pessoa?
Aquilo de certa forma me fazia mal, mas mesmo que eu
quisesse não conseguia parar de pensar naquele cheiro, ele realmente estava me
tirando de órbita.
Uma aliada aparece
Samira, minha cupido, torcendo para pelo menos um selinho
acontecer até sexta-feira. Começa com as indiretas para o Lucas, querendo saber
o que ele ao menos pensava de mim.
Uma luz no fim do túnel finalmente apareceu, ele me achava
bonita e se interessava por mim, não tanto quanto eu por ele, mas era um passo
pra algo no futuro.
Ultimo dia de aula
30 de novembro, não sabia ao certo, se estava feliz por ter
acabo a escola e me livrado dela para sempre ou triste, pensando que nunca mais
ia sentir aquele cheiro hipnotizante.
São exatamente 12:20h, toca o sinal, um arrepio me toma por
inteira. Saindo da sala de aula me deparo com ele abraçando seus amigos se
despedindo, ele me viu, e também me abraçou.
Eu tinha que chama-lo pra dar uma volta, só não sabia como,
mas o medo tomou conta de mim, o medo de ouvir um não, ou o medo de ele ter um
compromisso com outra pessoa, mesmo assim fiz o convite, de uma maneira sutil é
obvio.
-Vamos combinar de sairmos todos, um barzinho ou algo do
tipo, pra comemorar o fim das aulas!
Um alivio em seguida quando ele me disse sim, fui para casa
saltitante, trabalhei com um sorriso imenso.
No fim da tarde, alguém me chama nas redes
sociais, era uma mensagem dele, me perguntando o que eu gostava de fazer e se
eu estava livre pra tomar um sorvete no sábado a tarde, só nós dois.
Não pensei duas vezes e dei o sim mais rápido, feliz e
ansioso que alguém poderia dar.
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